Open the cage.

Nunca quis acreditar ou mesmo aceitar que um dia haveria uma despedida entre nós. Engano meu! Puro engano! Palavras meias ditas, meias nos olhos escritas. Completamente gastas. E mesmo que já não te queira, mesmo que seja uma ideia absurda, como é que eu estou certo que é a coisa mais correta a fazer? Como é que eu irei saber se a porta já não pode ser aberta? 
Tudo o mais é ilusão, é mentira. Brilho falso! Depois de tanto que se insiste, é triste, é fracasso desistir. Este inferno de amar, como eu amo. Sinto-me perdido. Perdido no inferno e no silêncio que invade a minha mente. Não posso tapar os ouvidos com medo do que a minha consciência irá dizer-me. Aos poucos vais saindo da minha vida em resultado desta tua grande ausência. Adeus! Para sempre adeus!


A itálico, palavras de Almeida Garrett